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O Blog da Ervilha

Um blog sobre tudo o que me apetece.

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O lado certo do Mediterrâneo...

Nos últimos tempos tenho andado particularmente perturbada com a forma como o Homem coabita com os animais da mesma espécie. Apesar de adorar animais e estar habitualmente focada nos maus tratos aos animais domésticos, tem-me inquietado a forma como nos tratamos uns aos outros, enquanto habitantes do mesmo país, continente e planeta.
A ascensão do Homem enquanto espécie (muitos não se lembram, mas nem sempre fomos o topo da cadeia alimentar) e o nosso sucesso evolutivo deve-se essencialmente ao facto de estarmos organizados em sociedade e ao dedo polegar!
Porquê esta crise de consciência sobre a humanidade?! Será pelo êxodo dos emigrantes que cruzam o Mar Mediterrâneo? Será pela forma como (não) tratamos os povos naturalmente desfavorecidos? Será pelo enxovalho a que tem sido sujeito o povo europeu, não alemão? É incontornável a responsabilidade dos Media nesta reflexão, mas culpo o tempo que tenho para pensar. Absorvida pelo quotidiano laboral, ficaria perturbada no momento, pensava nisso nas viagens de carro, mas não refletiria profundamente sobre o assunto.

Nós enquanto habitantes do ocidente industrializado, somos os grandes consumidores do mundo e responsáveis pelo aquecimento global - Sim, a China actualmente bate-nos aos pontos em todo o qualquer tipo de poluição e consumo, mas até nisso a culpa é nossa - o que fazemos para remediar isso, nada. Fala-se de globalização mas apenas no sentido económico e comercial da coisa, ou seja no lado mau.
Só agora que começamos a sentir o efeito climático da coisa, começou a ver-se alguma mudança de hábitos. Até estas notórias alterações climáticas e ao brilhante trabalho da educação, enquanto meio de sensibilização, ninguém queria saber e só quem tinha a mania é que evitava usar carro e fazia reciclagem. Na realidade os efeitos climáticos já são fortemente sentidos em vários pontos do mundo, especialmente nos pólos e nos países próximos à linha do Equador (fonte: Verdade inconveniente do Al Gore). Relacionando isso com outro tipo de notícias e documentários, penso que nós temos imensa culpa pela fome em África, simplesmente porque sujeitamos países (por exemplo: o Sudão) a uma situação climática que não lhes permite cultivar de forma a subsistirem. Como resultado disso temos conflitos, refugiados e pessoas que fogem da fome, logo temos responsabilidade em ajudá-los a superar um problema, que sendo deles, foi causado por nós. 
Enquanto mulher, com forte instinto maternal, tento fazer o exercício de me colocar no lugar de uma mulher africana que se vê morrer à fome e aos seus filhos, que não consegue cultivar sequer uma erva porque o tempo oscila entre seca extrema e chuvas torrenciais. É totalmente intolerável, inimaginável e desesperante. Penso que essa situação atirava qualquer um para um barco insuflável a fugir de lá, porque eles de facto não têm alternativa, não procuram a Europa para andar de Mercedes, apenas lutam pela sobrevivência.

Acredito portanto que nós (países ocidentais, movidos por um consumismo insustentável) somos responsáveis pelos que passam fome, pelos fogem da guerra e pelos sofrem discriminação; nós criamos e alimentamos a ideia de que somos todos iguais, agora temos de fazer por isso, não basta falar.
Em tempos, demasiado, longínquos fomos solidários, cooperantes, colaborativos e não existiam raças algures nestes milhões de anos deixamos tudo isso se perdesse. Pensamos em nós, nos interesses financeiros dos nossos países, no petróleo para andarmos de carro, sem saber como chegou cá. Vamos continuar a viver como se aqui tão perto não se morresse pelos motivos mais estúpidos e fúteis; nós mulheres vamos viver como se a poucos quilómetros outras mulheres não fossem tratadas como o maior lixo da humanidade. É o mundo que temos, mas é isto que somos?!

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