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O Blog da Ervilha

Um blog sobre tudo o que me apetece.

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Liberdade no século XXI num país ocidental

Talvez isto venha fora de tempo, mas nunca é tarde para refletir. Passou o 25 de abril e o 1 de maio, obrigatoriamente ouvi falar de liberdade e de direitos do trabalhador. Coisas que não combinam, pelo na nossa conjuntura e no nosso país.

Nos habituais vox populi dos boletins ouviram-se pérolas como: Liberdade é poder fazer o que quero. Posto isto digo: Então ninguém é livre. De facto ninguém faz o quer. Há dias que não quero trabalhar, que não me quero levantar da cama, que não me quero deitar...E não deixo de ser livre, no sentido lato da palavra. 

No entanto, pensei bem sobre o que é ser livre e cheguei à conclusão que, neste nosso cantinho à beira mar plantado, não conheço ninguém livre; no sentido filosófico e no meu ponto de vista.

Passo a explicar:

1. Ninguém é livre com os baixos salários praticados neste país: diria que a maioria das pessoas trabalha para as despesas. Ninguém consegue sentir-se livre preso às obrigações, que lhe levam o dinheiro todo e a alma.

2. Somos obrigados a pagar impostos: não sabemos muito bem porquê mas pagamos imensos impostos. Por exemplo, eu não quero pagar segurança social porque não vou ter reforma e não acho justo estar a pagar para outros.

Sim somos um estado social, mas tem de ser para todos não para os que recebem hoje e não pagaram ontem. (Tenho ideais mas também tenho ideias; e nisto sou clara. Vou morrer cedo, não quero descontar para quem descontou 5 anos, ou até nunca, e recebe 20 ou 30! Não há justiça social que justifique o assalto que fazem à malta que trabalha por conta própria ou com falsos recebidos verdes.) Em todo o caso, vou fazer um PPR, só porque no fim se viver mais de 80 anos tenho reforma, se morrer antes disso alguém o vai receber. O nosso sistema de segurança social não faz sentido.

3. Não há  liberdade de expressão: não digo o que penso numa grande parte das vezes; sinto-me restringida como profissional e pessoa - sou julgada pelo que visto, pelo que pareço, pelo que digo, pelo que faço e não faço. Não há liberdade quando vivemos preocupados com manter um posto de trabalho, que nem sequer nos dá autonomia financeira. Viver para agradar não faz sentido. 

4.Não como o que quero: estaria desgraçada e seria apontada na rua se comesse o que quero. Tenho sempre fome e gosto de coisas boas, mas tenho medo de ficar doente e não quero que sintam pena de mim por vestir 50. Portanto não sou livre :) 

Teria mais a dizer mas não posso, sinto-me espartilhada por usar o meu nome e a minha foto verdadeira.  

 

3 comentários

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    Hermínia Carvalho 06.05.2016

    E como leste, há muitos anos que Marx previa isto!
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    Vicente Garcia 07.05.2016

    Sim, um visionário e um pensador brilhante que muitos tentam, a todo o custo, descredibilizar com alguns factos sobre a sua vida, mas claro, sempre tirados de contexto, para ser ingerido à colherada por aqueles que gostam de papa cerelac (não aguentam comidas sólidas, só o maná dos céus colorido como pintarolas).
    E quais são as consequências de uma alimentação destas num adulto?
    Uma valente diarreia cerebral...
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