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O Blog da Ervilha

Um blog sobre tudo o que me apetece.

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Nomeado Melhor Filme – Drama: Os 7 de Chicago

Vi, gostei e recomendo. É um filme bem escrito, bem realizado, cativante e brilhantemente interpretado; é um filme Netflix e tem um elenco galáctico.

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A história é verídica, apesar de alguns momentos inacreditável, o que na minha opinião torna sempre o filme mais interessante; porque pode ser um momento de aprendizagem.

Este filme mostra a farsa de um julgamento realizado em 1968. Os réus são defensores dos direitos humanos, que organizaram ou estavam presentes numa manifestação para defender o fim da Guerra do Vietnam. Eram também ativistas em outras áreas, todos caucasianos, exceto um afro-americano. Para quem não viu não quero estragar o filme, mas a parte do enredo mais interessante é mesmo sobre a presença do afro-americano naquele lote.  
Sobre o filme é preciso dizer, tal como Childish Gambino, “This is America”. Aquela América que não aparecia tanto nos filmes, pelo menos com tanta regularidade e estrelas, mas que começa a aparecer. A América racista, segregadora, cheio de ódio e vícios “democráticos”; aquele país que nunca tive vontade de conhecer porque, eu cheia de preconceitos, sempre tive péssima imagem dele.

A maior democracia do mundo”, afirmam, este filme mostra claramente que tudo o que tentam vender sobre é país é, basicamente, um engodo.

Outras nomeações:

Melhor Realizador: Aaron Sorkin 

O filme está bem realizado, deixando que a história, as personagens e as interpretações não sejam subjugadas a vedetismos de realização. Muitas vezes basta isso, não estragar.

 

Melhor Ator Secundário num Filme: Sacha Baron Cohen 

Não surpreende ninguém a dupla nomeação deste ator, é de facto um dos melhores e mais versáteis de indústria. No filme, tem uma personagem das mais complexas e interessantes, faz uma grande interpretação. No entanto, penso que não ganhará, porque Jared Leto em The Little Things é absolutamente fabuloso.

 

Melhor Argumento: Aaron Sorkin 

Sem dúvida uma excelente história, bem contada e acessível a todas as pessoas. 

 

Penso que este filme não ganhará nenhum dos prémios para que está nomeado, mas, de entre os que analisei até agora, foi o que mais gostei.

Nomeado Melhor Filme – Drama: Nomadland

Na minha opinião é melhor que Mank, mas entendo que não é um filme consensual.  A primeira parte do filme achei melhor que a segunda.

É um filme feito (maioritariamente) com pessoas reais que passaram pelas vivências filmadas. É um filme  pesado, cheio de silêncios e introspeção; o que nem sempre é fácil de perceber ou assimilar. Pessoalmente agradou-me mas penso que não agradará a todos. Penso que, dentro dos critérios habituais dos prémios, será o segundo favorito.

É um filme simples sobre pessoas reais, uma realidade pouco mostrada dos Estados Unidos. A dura realidade da crise económica de 2008, das pessoas que perderam tudo, que tiveram de reaprender a viver e nessa aprendizagem encontraram um novo estilo de vida: nómada.
Penso que é também um bom ponto de reflexão para que muitos percebam que, de facto, há uma geração que foi mais afetada do que outra.
Podemos perceber que a sociedade americana é: uma sociedade onde as pessoas comuns estão mais desprotegidas e é menos solidária. Este filme pode, eventualmente, fazer com que valorizem o que construímos no nosso país: um estado social, solidário e com saúde para todos. Que muitos se esforçam por destruir pensando apenas nos próprios umbigos.
Este filme é sobre pessoas para pessoas, para gerar empatia com quem mais sofre (em silêncio) mesmo ao nosso lado, porque a pobreza envergonhada é imensa e difícil de assimilar para quem dela padece.   

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Outras nomeações:

Melhor Realizador: Chloé Zhao 

Gostei bastante da forma como estava realizado, achei muito diferente do habitual e bom.
Gosto dos planos, da fotografia, da sequência das filmagens e do foco nos pequenos detalhes que contam a história.
Sendo um filme de conteúdo denso, a forma como está filmado dá espaço a que cada um o siga de forma com que mais identifica.

 

Melhor Atriz – Drama: Frances McDormand 

Penso que este prémio dificilmente será entregue a outra atriz, esta atriz é o filme.
Logo, segundo os critérios habituais, não escapa o globo de ouro nem o Óscar. Só mais um, no caso desta atriz excecional. 

 

Melhor Argumento: Chloé Zhao

Pelo que vi até agora penso que merece, não é fácil idealizar um argumento daqueles. Apesar das poucas falas, o argumento é muito complexo e a dinâmica da história é imensa.

 

Nomeado Melhor Filme – Drama: Mank

Sobre os nomeados dos Globos de Ouro de 2020 (entrega a decorrer em 2021), torna-se cada vez mais claro que é uma indústria dominada por homens brancos, com a mania que são intelectualmente superiores.
Penso que um filme simples pode ser bom, tal como um filme sobre a vida real das pessoas "normais" ou um filme onde a personagem central seja uma mulher, mesmo não sendo uma diva da sétima arte. Nota-se um padrão, todos os anos, nas nomeações: quanto mais complicado e mais estranho mais favorito; enfim!

Decidi comentar um nomeado por dia para os Globos de Ouro.

Começo pelo favorito da crítica, Mank.

Vi, mas não gostei. Podem dizer, este filme não é para todos. Ok, a meia dúzia de homens que se acham a última bolacha do pacote pode meter o filme nos seus favoritos, só porque fica bem dizer que se gostou deste filme. 
Tem uma péssima fotografia o que dificulta a visualização do filme, que não sendo a cores deveria ter tido melhor tratamento.

A história é boa, mas o roteiro não é muito do meu agrado.
Interpretações brilhantes, mas não suficientemente boas para fazer dele um bom filme.

Outras momeações: 

Melhor Realizador: David Fincher este realizador já fez muitos filmes bons (é realizar de alguns dos meus filmes favoritos, portanto gosto muito do trabalho dele), mas neste penso que não merece ganhar. O filme vê-se mal, portanto não está bem realizado.

No entanto, se tiverem de apostar, apostem neste. Especialmente para os Óscares que são ainda mais standard que os globos de ouro, se for estranho o suficiente ganha. 

 

Melhor Ator – Drama: Gary Oldman achei uma excelente interpretação, mas penso que não ganhará. 

A minha aposta é que este prémio será póstumo: para Chadwick Boseman em Ma Rainey’s Black Bottom, na minha opinião se assim for será merecido.

Melhor Atriz Secundária: Amanda Seyfried apesar de gostar bastante da interpretação, tem pesos pesados nesta categoria, não sei se ganha.

Melhor Argumento e Melhor Argumento Original: este filme está nomeado nas duas categorias, pois bem é mesmo assim quando é para meter no pedestal é à bruta. A história é boa, mas não está bem contada. Apesar de ser uma excelente forma de se entrar no era dourada do cinema, de Mank ser uma figura fabulosa, o filme tem momentos chatos e é difícil de seguir, logo está mal escrito. Com a base que tem podiam ter feito muito melhor. Mas é possível que ganhe.

 

Sobre Mank é isto. Não recomendo a quem goste de filme por entretenimento e arte, este filme é chato e difícil de ver, não recomendo.

 

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He even has your eyes

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He even has your eyes é uma comédia francesa que podem ver na Netflix, pessoalmente acho que é precisamente neste género que está o melhor que o cinema francês tem para dar. É um filme fora do comum, focado numa família negra, de diferentes origens, que adota um bebé branco. É uma forma bem interessante de ver e desconstruir preconceitos dos dois lados.

As interpretações são muito boas, a história está bem escrita e o humor é muito bom, em quantidade e qualidade. É um filme ligeiro, original e bem feito, recomendo vivamente para aqueles dias que apetece ver algo bom, mas que não nos doa nenhum pedaço da alma durante e depois de ver o filme.

Recomendo vivamente para relaxar ver com a família e dar umas boas risadas. A classificação reflete isso, ainda que não seja um filme para Óscares é do melhor que se faz neste género, tão difícil.

Classificação: 18, de 0 a 20.

Bridgerton

Devorei esta série de uma assentada, absolutamente irresistível, muito mais profunda e intensa do que mostra o trailer. É uma série de pessoas, de mulheres para mulheres e para alguns homens que possam estar interessados em aprender sobre mulheres. Muito bem escrita, realizada e com uma fotografia irrepreensível.

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Reduzir esta série a adjetivação como “romântica sobre uma alta-sociedade alternativa” é errado e, efetivamente, redutor. Agrada-me que se aborde abertamente: o prazer feminino, a possibilidade de família e felicidade conjugal sem filhos, o que é ser mulher por si. Gosto do foco sobre descobrir o amor pela amizade e não apenas pela paixão; buscar ter ao nosso lado para o resto da vida o nosso melhor amigo, sendo este o segredo de um casamento feliz. Ainda que, pense que ninguém pode amar o que não achar belo.

Minhas senhoras, recomendo vivamente a série, sim particularmente às senhoras. Não por achar que o tema é feminino, mas porque acho que é um regalo para os nossos olhos o protagonista, pode até ser mais agradável vê-la sozinha que acompanhada. Poucas são as vezes em que existe a preocupação de agradar ao público feminino nesse sentido, portanto devemos aproveitar a oportunidade.

Não posso dizer que seja o tipo de séries que normalmente veja, mas esta entusiasmou-me e é diferente, realmente agradou-me. Não gosto de séries com o rótulo de femininas por serem ligeiras, como se as mulheres só gostassem de novelas, não achei a série ligeira penso que é até bastante profunda e introspetiva.


Nota histórica: é curioso verificar que, ainda que não da forma como é retratado na série, existiam de facto nobres negros e uma rainha de traços não caucasianos em Inglaterra. Essa rainha era alemã e tudo foi possível graças a um rei português, o que só dá força à minha tese de que sempre nos misturamos.
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-48210712

Classificação: 17, de 0 a 20.

 

Pieces of a Woman

Este filme Netflix é exatamente o estilo de filmes que aprecio: irrepreensivelmente interpretado, bem escrito, como uma história real e crua. A realização mostra cuidado do maior ao mais ínfimo pormenor.

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É um filme sobre pessoas, as suas opções e as consequências que estas opções têm nas suas vidas. A história é sobre um casal, onde a mulher é dominante, que escolhe -como esteve muito na moda, mas não me vou estender em considerações sobre este assunto- ter o filho em casa com a ajuda de uma parteira, as coisas correm mal, a criança morre e isto tem consequências. O filme é intenso e faz-nos sentir coisas, muitas coisas. Penso que trata essencialmente o complexo processo de luto, dor, mudança e aceitação.

As personagens são muito reais, específicas e estudadas ao detalhe. As escolhas para as interpretações são acertadas e terão de ser reconhecidas e premiadas. Se gostaram de Manchester by the Sea ou Ben is Back vão gostar deste filme. É sem dúvida um filme para Óscares de interpretações e roteiro, pelo menos. No entanto, não é um filme consensual nem fácil de ver, como a vida não é fácil, mas é a vida.

 

 

Classificação: 19, de 0 a 20.

WW84, o novo filme da Mulher Maravilha

Por onde começar, pode ser com: o filme é mau, francamente mau. Chega a ser ofensivo para a personagem criada e para as mulheres no geral, porquê tanto apuro com um Super-Homem, Aquaman ou Batman e tão miserável tratamento com a Mulher Maravilha?

Começando por baixo, ou seja, pelos pés. Que sapatos são aqueles?! Não arranjaram melhor do que uma cunhas douradas com umas fivelas miseráveis, que palhaçada é esta? A mulher maravilha usa: BOTAS. Mas todo o fato é uma porcaria e pouco fiel aos desenhos.

O Corpo, a Gal Gadot é lindíssima, eu acho, mas não para esta personagem. Olhem bem para as imagens em baixo:

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A Mulher Maravilha é um colosso, tem pernas e braços com músculos definidos, não vai desfilar para a Vitoria´s Secret, é uma amazona que vai combater mauzões. Como os atores trabalham fisicamente para fazer as personagens esta também tem de trabalhar, até aqui tem de existir igualdade. Por exemplo, aparece vagamente a Robin Wright representa melhor uma amazona do que a Gal.

A história é má, as representações miseráveis e os efeitos quase roçam o amadorismo. Enfim, não sei se a ideia era fazer um “filme para mulheres”, seja lá isso o que for, e por isso tecnicamente é lixo e pouco fiel à Banda Desenhada. Pessoalmente, prefiro DC à Marvel mas, recentemente, nos filmes fica muito aquém.

Se têm curiosidade pela personagem leiam a BD, os filmes da Mulher Maravilha são lixo. Pessoalmente acho que está melhor nos filmes da Liga da Justiça do que sozinha, mas a verdade é que a Mulher Maravilha não precisa de ninguém para brilhar na BD portanto no cinema deveria acontecer o mesmo.

Em suma, não gastem o vosso dinheiro neste lixo nem corram o risco de entrar num cinema por isto. 

Venha a Viúva Negra!



 

Comida e memórias

Sou realmente uma pessoa que dá imenso valor á refeição, não apenas pela comida, mas ao momento partilhado. Gosto de comer, é um facto, contudo não é apenas isso. As minhas melhores e mais belas memórias são à volta de uma mesa ou numa cozinha. Sou filha e neta de cozinheiras, cresci na cozinha e inevitavelmente isso condiciona as minhas memórias. Da infância lembro-me: da bola de carne que a minha avó fazia em ocasiões especiais, os doces de natal, a lampreia (no inverno), o marisco (na páscoa), o farnel da ida a Fátima e do domingo das festas da aldeia e o cheiro da minha avó, a sabão rosa e a comida; aquele cheiro de amor que nunca se esquece.

Na semana passada o meu marido chegou a casa com um delicioso folar de Pão de Barrô, que me transportou de imediato para a peregrinação anual de maio feita a Fátima em família. Aquele sabor muito parecido com umas roscas que comprávamos entre Fátima e Aveiro, que comia ao longo de dias com manteiga e que era tão maravilhoso. Não apenas pelo sabor, mas porque era dos poucos momentos em que partilhava algo com a minha avó paterna, a minha madrinha e saía de casa, numa viagem. Adorava passar a noite acordada, ver o “muro de Berlim” e fazer uma espécie de campismo, sentia-me mesmo livre e rebelde. Comer aquele pão levou-me exatamente a reviver isso, a voltar a sentir a ingenuidade tola de uma miúda que, já na altura, não era religiosa, mas uma rapariga de família e de comida.

Atualmente gosto de cozinhar, gosto de receber, gosto de agradar quem recebo e adoro comer bem. No entanto, não é isso que marca, mas a convivência, a partilha do momento e da refeição, é uma prova de afeto cozinhar para alguém. Cá em casa recebíamos bastante, antes de março, a nossa casa era o nosso restaurante favorito e um dos mais frequentados da cidade. Não podendo receber passamos a criar os nossos momentos especiais, desde 13 de março de 2020. Quase todas as semanas, pelo menos uma vez por semana, é dia de jantar especial: banho tomado, roupa bonita, jantar completo (entrada, prato e sobremesa), um vinho ou uma cerveja artesanal, música ambiente e duas horas de conversa. Do melhor que há, criar momentos especiais em família em momentos tão solitários.

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O Alienista, série Netflix

Esta série Netflix conta já com duas temporadas, mas deu um enorme salto qualitativo da primeira para a segunda temporada. Cada temporada está associada a uma investigação criminal que tem lugar no final do século XIX, início do século XX; os crimes são crimes em série e a investigação criminal estava muito no início. Esta série permite-nos acompanhar um conjunto de mudanças na Ciência, na Investigação Criminal e na Sociedade da Época.

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A primeira temporada tem 10 episódios alguns deles fastidiosos, gerando momentos de verdadeiro tédio. Penso que podiam facilmente ter poupado, pelo menos, dois episódios. Estive quase a desistir da série, mantive-me firme, mas passei bons minutos à frente. Penso que a história ficou demasiado presa à personagem do Alienista, que mesmo dando nome à série não é a melhor personagem nem a melhor interpretação da série.

A segunda temporada é espetacular, adorei. Mais focada sobre personagens mais complexas, com mais vitalidade e ao mesmo tempo com quem facilmente nos identificamos. As interpretações são melhores, a história é melhor e a narrativa está bem conseguida, é mais fácil de seguir, mais linear e ao mesmo tempo mais surpreendente.

Decidi não falar muito sobre a história porque facilmente se estraga a série.

Classificação: 14, de 0 a 20.

 A nota é prejudicada pela primeira temporada.

O caminho obscuro da felicidade -PhD

Não se pode dizer que não tenha uma vida ocupada, que tenho. O meu dia-a-dia é, como o da maioria das pessoas, cheio de rotinas casa-trabalho e alguns momentos de lazer. Tenho dois empregos, que me ocupam mais de 50 horas de trabalho efetivo por semana (excluindo as planificações); tenho as tarefas domésticas, que mesmo partilhadas, a maioria é da minha responsabilidade; ainda treinava 3 vezes por semana. Só isto bastaria, mas a realidade é que não basta, falta realização pessoal. Não era infeliz mas sentia a falta de algo.

Tinha o tempo ocupado a tratar e a fazer coisas, mas vazio de realização. Mesmo adorando o que faço e não me vendo a fazer outra coisa, faltava-me um desafio. No ano passado decidi que ia aprender algo novo este ano, inscrevi-me para aprender a tocar baixo, veio o Covid abandonei o baixo. Entretanto, depois de anos de ponderação e após profunda reflexão individual e em casal, espaço de reflexão gerado pela quarentena, decidi fazer Doutoramento.

Sempre soube no que me ia meter e evitei-o durante anos, mas só quando estamos lá é que realmente sentimos. Basicamente oscilamos entre o desespero e a euforia. O tempo foge entre os dedos, os papeis a amontoam-se e tudo parece caótico, é efetivamente. Mas depois há aqueles momentos, para os quais vivemos, onde o sentimento de realização é enorme. São aqueles em que chegamos a uma solução linda, perfeita e correta (convém) de um problema que parecia irresolúvel. Não é possível descrever essa sensação de superação, só mesmo quem experienciou, mas garanto que é fantástica.
Estive o dia todo a estudar, tenho amanhã prova, sinto-me feliz e realizada. Não sei se a prova vai correr bem, mas o que realmente importa é o caminho que fiz; o que aprendi, os saltinhos que dei e os cabelos que perdi enquanto fazia esse caminho. Nem todos sentimos realização nas mesmas coisas, eu sinto-me realizada assim, através das minha próprias conquistas e sem necessitar de projetar sobre ninguém a busca da minha própria felicidade. Ainda que tenha a apoio incondicional da família e tenha instituído períodos de serviços mínimos, entendo hoje que a minha felicidade está em mim, apesar de ser muito melhor quando partilhada.
Confesso que me meti nisto por necessidade estabilidade profissional, mas já que é para fazer que seja bem feito, que seja espetacular. Que seja épico e maravilhoso!

Obrigada ao meu Marido que não me deixou desistir logo na segunda semana, cujo lema é “Mulher feliz, Homem feliz!”. Que tem sempre uma palavra de conforto quando eu lhe peço para me mentir, ele abraça-me e diz “Vai correr tudo!”. 

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