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O Blog da Ervilha

Um blog sobre tudo o que me apetece.

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setembro de 1991: Nevermind

A 24 de setembro de 1991 é lançado o álbum Nevermind dos Nirvana, tinha eu 7 anos. Onde estava? Não faço ideia, possivelmente a jogar à macaca ou ao elástico na escola primária.


Este é o álbum mudou para sempre a forma com o mundo ouvia rock. Não sendo o primeiro ou melhor álbum da banda, foi ele que popularizou os Nirvana, a figura do Kurt Cobain e com eles o grunge. Este álbum tem 13 músicas, que são 13 hinos do género, e a abre com a incontornável Smells Like Teen Spirit, a música que todos já ouviram e que os estudantes da Universidade do Minho, na primeira década do terceiro milénio, gritaram no BA.

No entanto, este álbum é muito mais do que um single. Por exemplo, a In Bloom é a segunda música do álbum e das preferida dos aficionados da banda; a terceira é a não menos afamada Come as You Are. A minha preferida deste álbum não é tão famosa, é a quinta: Lithium, consigo perceber o que ele diz, gosto da música e da letra.

Todo o álbum é considerado uma obra prima do grunge, do rock e da música. Acredito que a maioria das pessoas reconhece Nirvana pelos primeiros acordes de Smells Like Teen Spirit Come as You Are. Tanto que, possivelmente, a maioria das pessoas que dizem gostar de Nirvana gostam é do Nevermind ou do Unpluged.
Goste-se, ou não, existe um antes e um depois de Nevermind. Pois, além de tudo o que já foi dito sobre este álbum, é uma obra que tem impacto, direto ou indireto, em uma ou duas gerações nascidas entre os anos setenta e oitenta do século XX.

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Eu e o grunge

Celebram-se por estes dias trinta anos de Nevermind e seis meses do fim do capítulo da minha vida que ficará para sempre ligado ao grunge. Para quem gosta de música, de rock, o grunge vem naturalmente e com ele tudo o que lhe está associado. Ouvi grunge boa parte da minha vida e coabitei com ele quase 11 anos; o meu casamento abriu com In Bloom e acabou Like a Stone, não só em sentido figurado, mas literal. A música é um gatilho e os todos que ouvem muita e boa música sabem disso, porque qualquer vida dava um livro mas também uma banda sonora, ambos absolutamente incríveis.

Assim, aquele mês de setembro de 1991 tem um enorme lugar na minha vida: pelas horas de passei, passo e passarei a ouvir o que ele pariu.

Deste mês ouço, incontáveis vezes: Ten, dos Pearl Jam; Badmotorfinger, dos Soundgarden; Nevermind, dos Nirvana; Blood Sugar Sex Magik, dos Red Hot Chili Peppers.

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Este último, obviamente, não pertence ao pacote grunge; mas não posso deixar de o incluir, porque o adoro. É o melhor álbum dos Red Hot Chili Peppers, ainda que tenha conhecido a banda pelo enorme sucesso de Californication.

Tinha 15/16 anos estava no campo de basquete da minha escola secundária, ouvi aquilo vindo do rádio que os rapazes tinham perto dos matrecos e fui imediatamente lá perguntar “O que é isto?”. Assim começou uma linda história de amor entre mim e as cordas elétricas deste mundo, abandonando para sempre a música comercial que me enchia os ouvidos, mas não me saciava a alma.
O responsável disto foi o Mário, uma pessoa que nunca esquecerei, e que apareceu com aquilo porque um pessoal mais velho da Amorosa lhe arranjou. Muita da música, decente, que nos chegava era assim: em cassetes ou CD emprestados ou gravados por alguém que se compadecia das almas sedentas de boa música, mas que não sabiam aceder a ela.

Aviso: não sou fã de Nirvana, mas reconheço a importância da banda e do seu trabalho. Nirvana, de todos os representantes do género é, possivelmente, o que menos gosto. Sem uma explicação muito erudita, simplesmente não gosto muito da banda, tal como não endeuso o Kurt Cobain. São coisas que nem sempre se explicam, mas se sentem ou, neste caso, não se sentem.

 

Workin’ Moms

É uma Sitcom canadiana, muito pouco convencional, mas real e atual. Numa sociedade que nos impõe checklists de felicidade, comportamentos e expectativas é bom ter no ecrã pessoas anormalmente normais: mulheres profissionais e com filhos.

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Atualmente noto uma dicotomia sobre a maternidade que não percebo muito bem de onde surgiu, mas que não gosto. Existe:

  • Queres ser feliz como individuo, ter carreira e fazer coisas? Esquece os filhos.

Esta glorificação do individuo, é estranha para alguém como eu, um ser social. A ideia de que para seres feliz tens a checklist: carreira, dinheiro, viajar e fazer coisas, onde uma criança não entra.

  • Queres ter filhos? Esquece que és uma pessoa.

Temos a versão maternidade como missão, como ação exclusiva e eterna do quotidiano. A lista onde só cabe o bem-estar da família e dos filhos.

 

Esta série, como alguns exemplos à minha volta, mostra que é possível um “equilíbrio” entre as duas correntes. Alguma coisa sem receitas, sem expectativas, sem julgamentos e com o apoio de um núcleo duro. Ser mulher, profissional, mãe, feliz e um ser sexuado é possível, mas não é perfeito. A questão central é: faz sentido de outra forma?!
Fácil?! De forma nenhuma.
Seguindo uma das duas correntes é mais fácil?! Claro, porque estamos simplesmente a seguir uma das duas manadas que já tem a checklist definida.
Numa sociedade cada vez mais polarizada, este é só mais um exemplo do eles e nós dos tempos modernos.

 

Os Miseráveis, filme de 2019

Lembrai-vos sempre de que não há ervas daninhas nem homens maus:  

- Há, sim, maus cultivadores.

Les Misérables, Victor Hugo

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Esta frase surge no final do filme, mas resume-o na perfeição.

A problemática do filme, é transversal a todo o mundo, não é nova, não é desconhecida, mas é sistematicamente ignorada por todos. A segregação racial vivida nas (nossas) grandes cidades, como uma guetização social pós-colonial.

A organização social que temos nos países desenvolvidos gera: problemas sociais, consequentemente criminalidade; discriminação e segregação, com um fosso cada vez maior e mais difícil de reverter entre “classes”; um discurso de eles e nós que estranho e não aceito. Vivemos numa sociedade organizada e estratificada pelo sítio onde vivemos, a escola onde estudamos e as pessoas com quem nos relacionamos, a bolha que nos produz.

Este filme é sobre isso, os diferentes produtos dos bairros sociais que são barris de pólvora, onde não há certo nem errado, mas sobrevivência. Tanto as personagens como a narrativa são quase exclusivamente masculinas. Tem excelentes representações, onde se destaca Djebril Zonga, um perfeito desconhecido, com uma representação irrepreensível e uma presença magnética. A narrativa mostra a organização policial e marginal destes bairros, onde todos vivem à margem da realidade de outros locais, com dinâmica própria, numa espécie de equilibro disfuncional.

Até que um pequeno acontecimento é a faúlha que acende aquele barril de pólvora. Uma criança rouba um leão bebé de um circo, gera uma tensão entre grupos, a polícia tenta resolver esse problema para manter o local funcional. A intervenção policial com uma ação errada, seguida de um conjunto de decisões ainda piores, faz despoletar a violência latente.

Este é um drama social, uma descrição de dentro para fora e um excelente ponto de partida para uma reflexão sobre o que queremos deixar para trás. Que Homens produz a nossa sociedade? Temos a geração a mais informada de todos os tempos, mas a menos reflexiva e crítica. A que age atrás de um ecrã, mas isso não se reflete no quotidiano. Seremos a geração mais egocêntrica e menos empática da história da humanidade?!

 

Viúva Negra (filme da Marvel)

A verdade é que ansiava por este filme, não consumo só grandes e densas histórias. Andar ao pontapé, a correr e ao estalo, tudo envolto numa história de complexidade média, pode ser um deleite. Assumo-me culpada, gosto do universo DC e Marvel, aprecio um bom filme sem grande conteúdo.
(Nota: não são fã de Star Wars, nem tanto.)
Adorei o filme, achei um dos melhores Marvel em nome individual. Existia a dúvida se uma personagem como a Viúva Negra, por ser secundária na BD, “aguentaria um filme sozinha” e aguentou bem. Convém explicar que a Viúva Negra é só a Scarlett Johansson, a mãe dela é a Rachel Weisz, bastava isto o filme já ter por onde se aguentar.  

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A verdade é que ansiava por este filme, não consumo só grandes e densas histórias. Andar ao pontapé, a correr e ao estalo, tudo envolto numa história de complexidade média, pode ser um deleite. Assumo-me culpada, gosto do universo DC e Marvel, aprecio um bom filme sem grande conteúdo.
(Nota: não são fã de Star Wars, nem tanto.)
Adorei o filme, achei um dos melhores Marvel em nome individual. Existia a dúvida se uma personagem como a Viúva Negra, por ser secundária na BD, “aguentaria um filme sozinha” e aguentou bem. Convém explicar que a Viúva Negra é só a Scarlett Johansson, a mãe dela é a Rachel Weisz, bastava isto o filme já ter por onde se aguentar.  

A história explica a génese da personagem e a ação menciona o enredo do Capitão América-A Guerra Civil, se não conhecem devem ver este filme primeiro até porque é bom. A ação decorre enquanto a Viúva Negra foge da justiça americana, nessa fuga reencontra a irmã e decidem terminar com a sala vermelha e o seu criador, destruir a fábrica das Viúvas Negras, basicamente é isto. Os efeitos são ótimos, há mulheres para todos os gostos, perseguições de carro, avião, mota e helicóptero. Também gosto de ver as mulheres a darem porrada e a protagonizar um filme deste universo. Penso que será o melhor filme do género protagonizado por uma personagem feminina, gostei mais deste do que da Capitã Marvel, tendencialmente prefiro heróis humanos a malta com superpoderes.
Recomendo vivamente e é daqueles que vale a pena ver no cinema, porque os efeitos são bons e justificam o preço do bilhete. Se têm uma boa televisão e sistema de som, fiquem em casa e vejam na TV.

 

Sobre Moçambique

Tenho por Moçambique, pela terra e pelas suas gentes, um enorme carinho; mesmo sem nunca ter lá estado. Como se explica isso? Não sei, apenas se sente.
Sinto fascínio pelo país: pela sua beleza natural, que conheço de documentários; pela gente afável, que os registos que conheço mostram ou descrevem; pela sua localização geográfica e pela comida, que mesmo nunca tendo comido, anseio comer.
A minha afeição pelo país é tal que escolhi apadrinhar uma menina moçambicana no seu percurso escolar, podia tê-lo feito em outros países, mas foi aquele que escolhi. Precisamente porque pensava ser, de entre os PALOP, o que tem maior potencial para ser “um bom país”.

Desde há longos meses que, por entre esta pandemia infinita, nos chegam notícias sobre o que lá se passa. Tudo começou, há muito mais tempo do que as notícias nos fazem acreditar, mas o impacto mediático veio com a entrada de jihadistas por Cabo Delgado que fazem em Moçambique o que fizeram em outros países africanos. Falamos de atos de violência como: homens degolados, rapazes raptados para serem transformados em crianças soldado, mulheres violadas e depois mortas e raparigas raptadas para serem escravas sexuais de soldados, os que tiveram sorte fugiram com a roupa do corpo. Tudo porquê? Não há justificação válida, mas não é certamente a religião. O homem na sua essência é ganancioso, incompassivo e cruel, qualquer homem de qualquer religião e em qualquer lugar do mundo. Aqueles homens aproveitaram a vulnerabilidade de um local atrativo e fácil de conquistar, depois de já terem destruído todo o caminho até ali, tomaram e destruíram aquele local.

Mas este fenómeno não é recente, nem novidade, desde há anos que o mundo assiste indiferente na TV ao que se passa em África sem agir, sem resolver o problema na fonte e sem grande compaixão pelo povo daquele continente. Como pessoa e como mulher lamento e doí-me ouvir os relatos das pessoas em geral, mas nas meninas/mulheres em particular sejam elas: moçambicanas, quenianas, somalis…. Admiro a sua resiliência e a sua capacidade de sobrevivência, pessoalmente penso que não era capaz de sobreviver a tal violência, aí alinho com as mulheres das Joy Division dos campos de concentração quando foram libertadas.

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O meu Pai

O meu Pai foi, e continua a desempenhar algumas das funções designadas, o meu: Encarregado de Educação e gestor académico, treinador de futebol, motorista, financiador a fundo perdido e exemplo.
Não foi: o melhor amigo nem confidente, e penso que não é suposto. Um Pai ou uma Mãe não devem ser os melhores amigos dos filhos, são (sem dúvida) as pessoas com quem podemos contar, sempre, mas tem uma função muito importante serem: Pais.

O meu Encarregado de Educação, coisa rara nos anos 90 onde as mães eram figura dominante neste posto, durante 12 anos de escolaridade foi: implacável. Faltas injustificadas não existiam no meu boletim final, simplesmente não me atrevia; não por temer retaliação física (porque não “apanhava”) mas porque não queria receber um sermão, um olhar de desapontamento ou um silêncio ensurdecedor de reprovação. A nível de notas tudo o que fosse menos que nível de excelência era insuficiente, o que se mantém até hoje, tanto a nível profissional como académico: menos de 15 é derrota! É uma marca pessoal e profissional: a exigência, comigo própria, não por competição, mas por motivação pessoal.
Durante a universidade passou a gestor académico, codetentor das minhas passwords para ver as notas, porque não existia internet nem computador disponível onde morava, era ele quem me informava dos meus resultados académicos e foram anos penosos, especialmente o primeiro; mas nada que ele não antecipasse. Foi mais compreensivo como gestor académico do que como Encarregado de Educação, talvez porque me via mais dedicada, mas sem alcançar os níveis de outrora.

O meu Treinador de futebol, ele adora futebol e só teve filhas, portanto aguentou-se com o que havia😊 Eu era central, fazíamos jogos amadores e o torneio Snikers, famosos na época e que nos proporcionaram memórias para recordar em jantares de amigos dessa época. Pode parecer pouco, mas no século XX não havia nada melhor ao nível de futebol feminino. Aturava-nos a nós, filhas, e às nossas amigas que formavam a equipa. Coitado penou um bocado…

O meu Motorista, como todos os pais (mas não tanto como hoje), memorável foi quando nos levou a concertos dos Excesso. Não só a nós como às nossas amigas. Imaginem o cenário: um pai e um carro com adolescentes histéricas bem a cima da lotação, olhando para trás é de louvar; outros tempos.

O meu Financiador, com um investimento financeiro a fundo perdido e sem esperar retorno do investimento, investiu no nosso futuro antes de tudo o resto. Colocou o nosso futuro à frente de tudo: do seu bem-estar, do seu conforto e dos bens materiais. Isso nunca dinheiro nenhum poderá pagar. Deu-nos a possibilidade de sermos mulheres independentes, instruídas e com uma perspetiva que poucas do nosso meio tiveram.

Em suma, o que sou (bom ou mau) a ele o devo. O meu Pai acompanhou-me, pagou as minhas despesas, foi exigente e preparou-me para um mundo que não dá tréguas.
Obrigada Pai!

P.S.: sei que o dia do Pai foi ontem, mas aproveitei o tempo livre para estar com ele e fazer coisas com e para ele.

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Esta foto foi das primeiras vzes em que o meu Pai  pegou em mim colo, ainda na maternidade, eu vestida de azul e coberta de pêlo.
Em 1984 as ecografias tinham um rigor enorme e fui rapaz até nascer, portanto gramei com roupa azul ou verde até tarde. Segundo reza a lenda nasci numa quinta-feira, dia de feira em Barcelos de onde veio a minha primeira roupa cor-de-rosa comprada por outro grande Pai, o meu avô. Da lenda do meu nascimento consta uma rejeição inicial do meu pai, achou que tinha sido trocada, esperava um belo rapaz e saiu uma medonha rapariga; hoje sei que não fui trocada e sei, nos silencios e olhares que partilhamos, que ele não gostaria que fosse de outra forma.



 

WandaVision

Cá em casa somos aficionados dos super-heróis, não é uma coisa infantil.
Devo começar por esclarecer que os super-heróis, tanto DC-Comics (meu preferido) como Marvel (preferido do meu marido), não são criações para crianças. As personagens que compõe estas narrativas foram criadas e desenvolveram-se em períodos históricos muito específicos, períodos de guerra ou outras tensões sociais. Estas criações têm objetivos sociais e políticos bem definidos, sendo que algumas dessas personagens foram “feitas por encomenda”.

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WandaVision é uma minissérie Disney+ de 9 episódios, cada um com duração de vinte e alguns minutos, convém ver todos mesmo até ao final que tem sempre algo depois dos créditos. Vimos numa tarde de domingo a totalidade da minissérie e parece-me uma sugestão para uma tarde bem passada.

As opções de narrativa e realização não são consensuais. No entanto, apesar de estranhar inicialmente, o resultado final agradou-me imenso. Nos primeiros 2/3 episódios estranhamos tanto que quase desistimos, mas fomos percebendo que afinal “a Disney não tinha dado cabo de tudo!”, como parecia nos dois primeiros episódios.
Esta série foca-se sobre Wanda: os seus poderes, o seu potencial, a sua dor e o seu ideal de felicidade. Convém, como é referido na minissérie, lembrar que esta personagem é extramente poderosa e foi a única do Universo Marvel quase acabou com o Thanos.

Cada episódio decorre num espaço e tempo diferente, o que é também muito interessante de acompanhar, segundo os padrões de felicidade anunciados nos guiões das sitcoms americanas da época retratada. Inicialmente tudo muito perfeito, fofo e idílico.
Com o decorrer dos episódios surgem pequenos detalhes que nos despertam para que a qualquer momento tudo vai mudar, e muda. Aproximando-se da abordagem cinematográfica habitual da Marvel. Não vou desenvolver muito sobre o tema porque estragaria a quem ainda não viu, penso que será a maioria.

Vale muito a pena ver esta minissérie, porque:

  1. É boa, engraçada e interessante; mesmo para quem não gosta do género.
  2. Será essencial para perceber o desenvolvimento e surgimento de algumas das, agora, mais interessantes e principais personagens da Marvel.

 

Nomeado Melhor Filme – Drama: Pieces of a Woman (FALTA)

Nesta categoria falta, Pieces of a Woman, um grande filme, uma história bem escrita, bem interpretada e muitíssimo envolvente.

Não percebo como falhou a nomeação nesta categoria e em tantas outras onde penso que deveria estar.

É um excelente drama, do melhor que já foi feitoe com interpretações sublimes.

 

Já escrevi sobre ele aqui:
https://oblogdaervilha.blogs.sapo.pt/pieces-of-a-woman-35074

 

Escandalosamente este filme teve apenas uma nomeação:
Melhor Atriz Drama: Vanessa Kirby.


Penso que não irá ganhar, entre Viola Davis e Frances McDormand o prémio ficará por aí.

Nomeado Melhor Filme – Drama: Os 7 de Chicago

Vi, gostei e recomendo. É um filme bem escrito, bem realizado, cativante e brilhantemente interpretado; é um filme Netflix e tem um elenco galáctico.

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A história é verídica, apesar de alguns momentos inacreditável, o que na minha opinião torna sempre o filme mais interessante; porque pode ser um momento de aprendizagem.

Este filme mostra a farsa de um julgamento realizado em 1968. Os réus são defensores dos direitos humanos, que organizaram ou estavam presentes numa manifestação para defender o fim da Guerra do Vietnam. Eram também ativistas em outras áreas, todos caucasianos, exceto um afro-americano. Para quem não viu não quero estragar o filme, mas a parte do enredo mais interessante é mesmo sobre a presença do afro-americano naquele lote.  
Sobre o filme é preciso dizer, tal como Childish Gambino, “This is America”. Aquela América que não aparecia tanto nos filmes, pelo menos com tanta regularidade e estrelas, mas que começa a aparecer. A América racista, segregadora, cheio de ódio e vícios “democráticos”; aquele país que nunca tive vontade de conhecer porque, eu cheia de preconceitos, sempre tive péssima imagem dele.

A maior democracia do mundo”, afirmam, este filme mostra claramente que tudo o que tentam vender sobre é país é, basicamente, um engodo.

Outras nomeações:

Melhor Realizador: Aaron Sorkin 

O filme está bem realizado, deixando que a história, as personagens e as interpretações não sejam subjugadas a vedetismos de realização. Muitas vezes basta isso, não estragar.

 

Melhor Ator Secundário num Filme: Sacha Baron Cohen 

Não surpreende ninguém a dupla nomeação deste ator, é de facto um dos melhores e mais versáteis de indústria. No filme, tem uma personagem das mais complexas e interessantes, faz uma grande interpretação. No entanto, penso que não ganhará, porque Jared Leto em The Little Things é absolutamente fabuloso.

 

Melhor Argumento: Aaron Sorkin 

Sem dúvida uma excelente história, bem contada e acessível a todas as pessoas. 

 

Penso que este filme não ganhará nenhum dos prémios para que está nomeado, mas, de entre os que analisei até agora, foi o que mais gostei.

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